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08/10/2026

DICAS: GUIA DE OUTUBRO: O QUE PLANTAR E QUAIS CUIDADOS TER NA AGRICULTURA DO RIO GRANDE DO SUL

A primavera chegou e, com ela, novas oportunidades para o campo gaúcho. Outubro é um período importante para organizar hortas, implantar culturas de primavera e verão, cuidar dos pomares e preparar as propriedades para os desafios climáticos dos próximos meses. Neste ano, porém, o planejamento exige atenção redobrada. O Boletim 79 do Conselho Permanente de Agrometeorologia Aplicada do Rio Grande do Sul (Copaaergs) aponta influência do El Niño e possibilidade de chuvas acima da média entre outubro e dezembro, com acumulados que podem superar a média histórica em até 200 milímetros em partes do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Esse cenário aumenta a importância da drenagem, da conservação do solo e do acompanhamento das previsões meteorológicas. [Fonte: Governo do RS](https://estado.rs.gov.br/boletim-do-conselho-permanente-de-agrometeorologia-aplicada-do-rio-grande-do-sul-traz-prognostico-para-as-culturas-agricolas). 1. O QUE PLANTAR EM OUTUBRO? Com a elevação gradual das temperaturas, diversas hortaliças e culturas de primavera e verão podem ser implantadas. A escolha deve considerar a região, a disponibilidade de água, o tipo de solo e as condições de cultivo. HORTALIÇAS E LEGUMES Entre as opções para hortas domésticas e comerciais estão: - Tomate: prefira mudas sadias, boa luminosidade, tutoramento e monitoramento de doenças. - Abobrinha e pepino: precisam de espaço, solo fértil e boa drenagem. - Feijão-vagem: pode ser semeado em áreas com boa exposição solar. - Alface, rúcula e chicória: podem continuar sendo cultivadas, com atenção ao calor, à umidade e à escolha de variedades adequadas. - Beterraba, cenoura e acelga: são opções para diversificar a horta, respeitando as condições de cada cultivar. - Manjericão, salsa e cebolinha: ajudam a diversificar a produção e podem ser cultivados em canteiros ou vasos. MILHO E SOJA Para as lavouras comerciais, outubro é um período importante de implantação e acompanhamento da safra de primavera e verão. Antes de semear, consulte o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), o calendário recomendado para seu município e as orientações técnicas da cultura. Com a possibilidade de chuvas frequentes, evite entrar com máquinas em solo encharcado. O excesso de água pode prejudicar a emergência, reduzir a uniformidade das plantas e dificultar as operações agrícolas. 2. PREPARE O SOLO ANTES DO PLANTIO Uma boa safra começa antes de colocar a semente na terra. O preparo correto favorece o desenvolvimento das raízes, o aproveitamento dos nutrientes e a resistência das plantas a períodos de estresse. Alguns cuidados importantes: - Faça análise do solo para identificar a necessidade de correção da acidez e de nutrientes. - Planeje a adubação de acordo com a cultura e os resultados da análise. - Mantenha o solo coberto com palhada ou plantas de cobertura para reduzir erosão e perda de nutrientes. - Evite revolver o solo desnecessariamente, principalmente quando estiver muito úmido. - Verifique se os canteiros e as áreas de cultivo possuem drenagem adequada. A orientação do Copaaergs é manter o solo protegido e aproveitar as condições disponíveis para melhorar a conservação e o armazenamento de água. Isso é importante mesmo em períodos com previsão de chuvas acima da média, pois a distribuição da precipitação pode variar bastante. 3. ATENÇÃO AO EXCESSO DE CHUVA E ÀS TEMPESTADES O período exige cuidado com enxurradas, alagamentos, erosão, ventos fortes e possíveis danos às estruturas rurais. Para reduzir riscos: - Limpe e mantenha funcionais os canais de drenagem, sem direcionar a água de forma a causar erosão em áreas vizinhas. - Inspecione estufas, telhados, cercas, galpões e instalações antes da chegada de temporais. - Evite deixar solo descoberto em áreas inclinadas. - Observe sinais de encharcamento, amarelecimento e falhas de desenvolvimento nas lavouras. - Acompanhe os alertas meteorológicos antes de aplicar defensivos, fertilizantes ou realizar operações com máquinas. Em hortas e estufas, a umidade elevada pode favorecer doenças. Priorize a ventilação, evite molhar excessivamente as folhas e retire plantas muito doentes quando necessário, seguindo orientações técnicas. 4. CUIDADOS COM POMARES E FRUTÍFERAS A primavera é uma fase de crescimento ativo para muitas frutíferas. O manejo deve ser adequado à espécie e ao estágio de desenvolvimento de cada planta. - Inspecione folhas, ramos, flores e frutos para identificar pragas e doenças no início. - Evite podas intensas sem orientação específica para a espécie e a época. - Mantenha a área ao redor das plantas protegida contra erosão, sem encostar cobertura orgânica diretamente no tronco. - Faça a adubação conforme análise do solo e recomendação técnica. - Verifique a drenagem, especialmente em terrenos sujeitos a acúmulo de água. Para quem pretende implantar um pomar, a escolha das mudas deve considerar o clima local, a adaptação da espécie, a disponibilidade de água e o espaço disponível. 5. HORTAS: COMO MELHORAR A PRODUÇÃO Pequenas mudanças na rotina podem ajudar a manter a horta produtiva e reduzir desperdícios. Rega: confira a umidade do solo antes de irrigar. Em períodos chuvosos, a necessidade de água pode diminuir, mas isso depende da cultura e das condições do canteiro. Cobertura do solo: utilize palhada limpa e adequada para ajudar a conservar a umidade e reduzir o crescimento de plantas espontâneas. Rotação de culturas: alterne espécies de famílias diferentes para ajudar a reduzir o acúmulo de determinados problemas fitossanitários. Escalonamento:plante pequenas quantidades em intervalos planejados para distribuir a colheita ao longo das semanas. **Mudas:** escolha plantas vigorosas, sem sinais de pragas ou doenças, e faça o transplante em condições favoráveis. 6. ATENÇÃO TAMBÉM AOS ANIMAIS A primavera também pede cuidados com a pecuária. A umidade elevada pode aumentar os desafios relacionados à higiene das instalações, à qualidade das pastagens e à saúde dos animais. - Mantenha os locais de alimentação e descanso limpos e com boa drenagem. - Confira a qualidade e a disponibilidade de água. - Observe o estado das pastagens e evite o pastejo excessivo em áreas encharcadas. - Inspecione os animais regularmente e procure assistência veterinária ao identificar alterações. - Revise o calendário sanitário e o controle de parasitas com orientação profissional. Em propriedades leiteiras, a higiene durante a ordenha e o cuidado com pisos úmidos merecem atenção especial. 7. PLANEJAMENTO É FUNDAMENTAL PARA OS PRÓXIMOS MESES Além das atividades imediatas, outubro é um bom momento para organizar custos, estoque de insumos, manutenção de equipamentos e planejamento das operações. Registre gastos, acompanhe os preços dos produtos, avalie a mão de obra disponível e organize as atividades conforme as previsões do tempo. Uma boa gestão ajuda a reduzir desperdícios e permite tomar decisões com mais segurança. O produtor também deve consultar os boletins agrometeorológicos da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul, da Emater/RS-Ascar e de instituições de pesquisa para acompanhar as condições específicas de cada região. CONCLUSÃO A primavera abre oportunidades para diversificar a produção, implantar novas culturas e preparar as propriedades para o verão. No Rio Grande do Sul, entretanto, o sucesso depende de combinar o calendário de plantio com a conservação do solo, a drenagem, o monitoramento climático e o manejo adequado de plantas e animais. Cada propriedade possui características próprias. Por isso, antes de definir o plantio ou realizar correções e aplicações, busque orientação técnica adaptada à sua região. Fontes: Governo do Rio Grande do Sul / Copaaergs / Seapi. Redação: Agro LINCE

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08/10/2026

MULHERES NO AGRO AMPLIAM PRESENÇA E FORTALECEM A GESTÃO RURAL

A participação feminina no agronegócio brasileiro cresce e ganha cada vez mais importância na administração das propriedades e na tomada de decisões. Um estudo da Serasa Experian, apresentado pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) em outubro de 2026, aponta que as mulheres representam 40% dos 10,7 milhões de decisores rurais identificados no levantamento. O estudo “Perfil da Mulher do Agronegócio Brasileiro: 10 anos de transformação e avanços” também destaca o aumento da qualificação profissional das produtoras rurais. MAIOR QUALIFICAÇÃO E PREPARO Entre as 311 mulheres entrevistadas na etapa quantitativa da pesquisa, 77% possuíam ensino superior completo e 46% tinham pós-graduação. Em 2015, esses índices eram de 60% e 24%, respectivamente, demonstrando um avanço significativo na formação acadêmica das mulheres que atuam no setor. O levantamento também identificou menores taxas de inadimplência entre as produtoras e menor participação feminina nas ocorrências de trabalho escravo e desmatamento analisadas. GESTÃO E RESPONSABILIDADE NO CAMPO Para Marcelo Prado, CEO da MPrado Consultoria, os resultados reforçam a importância do conhecimento, do planejamento e da responsabilidade na condução dos negócios rurais. A organização, a disciplina financeira, a capacidade de diálogo e a atenção às pessoas são competências que podem contribuir para melhorar a gestão de propriedades e empresas do agronegócio, independentemente de quem esteja à frente das decisões. MAIS ESPAÇO NA LIDERANÇA RURAL O avanço da participação feminina também evidencia a necessidade de ampliar as oportunidades na administração das propriedades, na sucessão familiar e nos espaços de liderança. Investir em capacitação e reconhecer o trabalho das mulheres são medidas importantes para fortalecer a gestão, estimular a colaboração e garantir a continuidade dos negócios rurais. O protagonismo feminino representa uma parte importante da transformação do agronegócio brasileiro, contribuindo para um setor mais preparado, profissionalizado e comprometido com o futuro. Fonte: Notícias Agrícolas / Serasa Experian / Abag Redação: Agro LINCE

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08/10/2026

BOI GORDO MANTÉM ALTA COM OFERTA RESTRITA DE ANIMAIS

O mercado físico do boi gordo manteve a trajetória de alta nesta quinta-feira (8), com reajustes nos preços em diferentes regiões produtoras do Brasil. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a oferta restrita de animais continua dificultando a formação das escalas de abate dos frigoríficos, que permanecem, em sua maioria, entre cinco e sete dias úteis. Diante desse cenário, as indústrias seguem ativas nas compras e elevam gradualmente suas ofertas para garantir o abastecimento. Apesar das diferenças entre as regiões, a tendência predominante continua sendo de valorização, com possibilidade de novos reajustes no curto prazo. PREÇOS MÉDIOS DO BOI GORDO Os preços médios registraram alta nas cinco regiões acompanhadas: - São Paulo: R$ 379,33, ante R$ 377,33 no dia anterior. - Goiás: R$ 363,93, ante R$ 361,25. - Minas Gerais: R$ 368,53, ante R$ 367,35. - Mato Grosso do Sul: R$ 370,11, ante R$ 369,09. - Mato Grosso: R$ 349,05, ante R$ 347,77. CARNE BOVINA TAMBÉM REGISTRA VALORIZAÇÃO No mercado atacadista, os preços da carne bovina avançaram ao longo da semana, favorecidos pela entrada dos salários na economia e pela reposição de estoques entre atacadistas e varejistas. O quarto traseiro apresentou a valorização mais expressiva, chegando a R$ 29,50 por quilo em São Paulo. O quarto dianteiro permaneceu cotado a R$ 22,00 por quilo, enquanto a ponta de agulha foi negociada a R$ 20,50 por quilo. Apesar da melhora nas vendas, a carne bovina ainda enfrenta a concorrência das carnes de frango e suína, que continuam sendo alternativas mais acessíveis para os consumidores. CÂMBIO O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,20%, cotado a R$ 5,0243 para venda e R$ 5,0223 para compra. Durante o pregão, a moeda oscilou entre R$ 5,0003 e R$ 5,0268. Fonte: Canal Rural / Safras & Mercado Redação: Agro LINCE

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GUIA DE OUTUBRO: O QUE PLANTAR E QUAIS CUIDADOS TER NA AGRICULTURA DO RIO GRANDE DO SUL

A primavera chegou e, com ela, novas oportunidades para o campo gaúcho. Outubro é um período importante para organizar hortas, implantar culturas de primavera e verão, cuidar dos pomares e preparar as propriedades para os desafios climáticos dos próximos meses. Neste ano, porém, o planejamento exige atenção redobrada. O Boletim 79 do Conselho Permanente de Agrometeorologia Aplicada do Rio Grande do Sul (Copaaergs) aponta influência do El Niño e possibilidade de chuvas acima da média entre outubro e dezembro, com acumulados que podem superar a média histórica em até 200 milímetros em partes do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Esse cenário aumenta a importância da drenagem, da conservação do solo e do acompanhamento das previsões meteorológicas. [Fonte: Governo do RS](https://estado.rs.gov.br/boletim-do-conselho-permanente-de-agrometeorologia-aplicada-do-rio-grande-do-sul-traz-prognostico-para-as-culturas-agricolas). 1. O QUE PLANTAR EM OUTUBRO? Com a elevação gradual das temperaturas, diversas hortaliças e culturas de primavera e verão podem ser implantadas. A escolha deve considerar a região, a disponibilidade de água, o tipo de solo e as condições de cultivo. HORTALIÇAS E LEGUMES Entre as opções para hortas domésticas e comerciais estão: - Tomate: prefira mudas sadias, boa luminosidade, tutoramento e monitoramento de doenças. - Abobrinha e pepino: precisam de espaço, solo fértil e boa drenagem. - Feijão-vagem: pode ser semeado em áreas com boa exposição solar. - Alface, rúcula e chicória: podem continuar sendo cultivadas, com atenção ao calor, à umidade e à escolha de variedades adequadas. - Beterraba, cenoura e acelga: são opções para diversificar a horta, respeitando as condições de cada cultivar. - Manjericão, salsa e cebolinha: ajudam a diversificar a produção e podem ser cultivados em canteiros ou vasos. MILHO E SOJA Para as lavouras comerciais, outubro é um período importante de implantação e acompanhamento da safra de primavera e verão. Antes de semear, consulte o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), o calendário recomendado para seu município e as orientações técnicas da cultura. Com a possibilidade de chuvas frequentes, evite entrar com máquinas em solo encharcado. O excesso de água pode prejudicar a emergência, reduzir a uniformidade das plantas e dificultar as operações agrícolas. 2. PREPARE O SOLO ANTES DO PLANTIO Uma boa safra começa antes de colocar a semente na terra. O preparo correto favorece o desenvolvimento das raízes, o aproveitamento dos nutrientes e a resistência das plantas a períodos de estresse. Alguns cuidados importantes: - Faça análise do solo para identificar a necessidade de correção da acidez e de nutrientes. - Planeje a adubação de acordo com a cultura e os resultados da análise. - Mantenha o solo coberto com palhada ou plantas de cobertura para reduzir erosão e perda de nutrientes. - Evite revolver o solo desnecessariamente, principalmente quando estiver muito úmido. - Verifique se os canteiros e as áreas de cultivo possuem drenagem adequada. A orientação do Copaaergs é manter o solo protegido e aproveitar as condições disponíveis para melhorar a conservação e o armazenamento de água. Isso é importante mesmo em períodos com previsão de chuvas acima da média, pois a distribuição da precipitação pode variar bastante. 3. ATENÇÃO AO EXCESSO DE CHUVA E ÀS TEMPESTADES O período exige cuidado com enxurradas, alagamentos, erosão, ventos fortes e possíveis danos às estruturas rurais. Para reduzir riscos: - Limpe e mantenha funcionais os canais de drenagem, sem direcionar a água de forma a causar erosão em áreas vizinhas. - Inspecione estufas, telhados, cercas, galpões e instalações antes da chegada de temporais. - Evite deixar solo descoberto em áreas inclinadas. - Observe sinais de encharcamento, amarelecimento e falhas de desenvolvimento nas lavouras. - Acompanhe os alertas meteorológicos antes de aplicar defensivos, fertilizantes ou realizar operações com máquinas. Em hortas e estufas, a umidade elevada pode favorecer doenças. Priorize a ventilação, evite molhar excessivamente as folhas e retire plantas muito doentes quando necessário, seguindo orientações técnicas. 4. CUIDADOS COM POMARES E FRUTÍFERAS A primavera é uma fase de crescimento ativo para muitas frutíferas. O manejo deve ser adequado à espécie e ao estágio de desenvolvimento de cada planta. - Inspecione folhas, ramos, flores e frutos para identificar pragas e doenças no início. - Evite podas intensas sem orientação específica para a espécie e a época. - Mantenha a área ao redor das plantas protegida contra erosão, sem encostar cobertura orgânica diretamente no tronco. - Faça a adubação conforme análise do solo e recomendação técnica. - Verifique a drenagem, especialmente em terrenos sujeitos a acúmulo de água. Para quem pretende implantar um pomar, a escolha das mudas deve considerar o clima local, a adaptação da espécie, a disponibilidade de água e o espaço disponível. 5. HORTAS: COMO MELHORAR A PRODUÇÃO Pequenas mudanças na rotina podem ajudar a manter a horta produtiva e reduzir desperdícios. Rega: confira a umidade do solo antes de irrigar. Em períodos chuvosos, a necessidade de água pode diminuir, mas isso depende da cultura e das condições do canteiro. Cobertura do solo: utilize palhada limpa e adequada para ajudar a conservar a umidade e reduzir o crescimento de plantas espontâneas. Rotação de culturas: alterne espécies de famílias diferentes para ajudar a reduzir o acúmulo de determinados problemas fitossanitários. Escalonamento:plante pequenas quantidades em intervalos planejados para distribuir a colheita ao longo das semanas. **Mudas:** escolha plantas vigorosas, sem sinais de pragas ou doenças, e faça o transplante em condições favoráveis. 6. ATENÇÃO TAMBÉM AOS ANIMAIS A primavera também pede cuidados com a pecuária. A umidade elevada pode aumentar os desafios relacionados à higiene das instalações, à qualidade das pastagens e à saúde dos animais. - Mantenha os locais de alimentação e descanso limpos e com boa drenagem. - Confira a qualidade e a disponibilidade de água. - Observe o estado das pastagens e evite o pastejo excessivo em áreas encharcadas. - Inspecione os animais regularmente e procure assistência veterinária ao identificar alterações. - Revise o calendário sanitário e o controle de parasitas com orientação profissional. Em propriedades leiteiras, a higiene durante a ordenha e o cuidado com pisos úmidos merecem atenção especial. 7. PLANEJAMENTO É FUNDAMENTAL PARA OS PRÓXIMOS MESES Além das atividades imediatas, outubro é um bom momento para organizar custos, estoque de insumos, manutenção de equipamentos e planejamento das operações. Registre gastos, acompanhe os preços dos produtos, avalie a mão de obra disponível e organize as atividades conforme as previsões do tempo. Uma boa gestão ajuda a reduzir desperdícios e permite tomar decisões com mais segurança. O produtor também deve consultar os boletins agrometeorológicos da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul, da Emater/RS-Ascar e de instituições de pesquisa para acompanhar as condições específicas de cada região. CONCLUSÃO A primavera abre oportunidades para diversificar a produção, implantar novas culturas e preparar as propriedades para o verão. No Rio Grande do Sul, entretanto, o sucesso depende de combinar o calendário de plantio com a conservação do solo, a drenagem, o monitoramento climático e o manejo adequado de plantas e animais. Cada propriedade possui características próprias. Por isso, antes de definir o plantio ou realizar correções e aplicações, busque orientação técnica adaptada à sua região. Fontes: Governo do Rio Grande do Sul / Copaaergs / Seapi. Redação: Agro LINCE

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